OS CAMINHOS DO PMDB DE LAJEADO

PMDB 

O PMDB é o maior partido do Brasil, do Estado e provavelmente o maior do Vale do Taquari, naturalmente, teria que ter um provável candidato para prefeito de Lajeado, mas o PMDB esta   inclinado a não lançar candidato próprio às eleições municipais de Lajeado. Reservando-se e contentando-se com o papel de coadjuvante, seja disponibilizando um nome para a vice – prefeito  seja permanecendo na base de sustentação do governo de Lajeado para garantir a governabilidade para o atual prefeito e ocupar importantes secretarias municipais.

Mas por que, perguntarão? Como é possível? A principal meta de qualquer agremiação partidária não é a conquista do poder?

Para complicar mais ainda a questão, lembre-se que o PMDB esteve diretamente na disputa das ultimas três eleições municipais de Lajeado, com Paulo Pohl  de vice do deputado Enio Bacci, com Lilia Jacques de vice de Luis Fernando Schmidt, na ultima eleição novamente   formando  dupla para prefeito Luis Fernando e Vice Vilzinho Jacques.

Desta forma, esteve sempre atuando como  ator coadjuvante do que como principal. Então, por que não pavimentar o primeiro lugar, no momento em que suas condições eleitorais e políticas se assemelham aos seus melhores momentos, contando com a conquista do governo do estado.

Bem, uma possível explicação pode estar na singularidade da nossa política e nos próprios e pródigos paradoxos da vida.  

Por este raciocínio há de se indagar se seria natural não termos o maior partido do Brasil,  do estado e do Vale do Taquari sem candidato próprio ao cargo de prefeito da maior cidade do Vale do Taquari. Tal fato seria simplesmente mais uma de nossas incongruências políticas? Ou teria o PMDB deliberadamente escolhido para si o papel de ’king maker’. E com isso contentar-se simplesmente em ajudar outra agremiação a fazer o número 1 e não encarregar-se diretamente desta tarefa.

Pois é. Até agora, o PMDB não tem demonstrado interesse em lançar candidato. Uma vez que, para um dos seus líderes, não ha um nome competitivo. Alguém capaz de liderar a agremiação partidária conhecida por suas múltiplas facções e lideranças.

Nada de novo, portanto, na mistura ideológica  municipal do atual PMDB.

A estranheza, no entanto, permanece. Por que a opção deliberada para ator coadjuvante se pode, eventualmente, ser o ator principal? Nesta condição o risco da divisão e debandada para apoio a outros candidatos é iminente.

 A questão de fundo talvez resida no simples fato de não querer trocar o certo pelo duvidoso.

Novamente, por que se contentar com o segundo se pode vir a ser o primeiro? Esta dúvida deverá se tornar em ameaça permanente aos planos do continuísmo petista, na medida em que o PMDB possa vir a escolher o caminho de principal protagonista em 2016.

Este dilema peemedebista, portanto, vem a ser mais uma excentricidade da atual política.  Por outro lado, o protagonizo do partido na cena política, contrapondo-se à fragilidade e o desgaste natural do PT de Lajeado, além da crise de credibilidade que o atinge e enfraquece, podem vir a serem os elementos decisivos para uma mudança de postura dos peemedebistas.

O rumo do PMDB parece ser uma questão aberta.  Seguirá no caminho da racionalidade política rumo à prefeitura ou continuará no pragmatismo imediatista, satisfeito como o ‘segundão’?

Como a futurologia não é o forte da ciência política esta dúvida ainda povoará as análises políticas por algum tempo.

Enfim, certas vezes parece mesmo que a política tem razões que a ciência política desconhece.

 

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