Mas por que não conseguimos eleger mais mulheres?

cliA viabilização de projetos políticos de mulheres passa pelo contexto social, bem como pela criação de condições reais de participação de mulheres no pleito.

A maioria dos partidos políticos não desenvolve um trabalho real de formação de lideranças femininas, saindo da representação tradicional do político/empresário de sucesso.

A representação de mulheres na política, hoje, encontra-se afastada do processo institucionalizado; as mulheres fazem política comunitária, política de segmento, movimentos de proteção, movimentos de combate à violência, mas ainda não houve uma absorção real desse cenário pelas estruturas consolidadas de poder.

A exigência legal do percentual mínimo de participação de mulheres não garante a destinação de recursos dos fundos partidário-eleitorais para estas candidaturas, logo, não se compara o poderio econômico e o espaço de inserções de Rádio e TV frente apenas às narrativas pessoais sociais.

A luta por mais mulheres na política não é uma batalha travada contra os homens que ocupam estes lugares, historicamente, mas diz muito sobre representação social.

O que não podemos mais aceitar é que apenas alguns segmentos estejam massivamente representados. A democracia precisa de neutralidade; o cabo de guerra nunca pode ser puxado apenas para um lado.

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