Através dos microfones da Rádio Independente, Schmidt tenta explicar o episódio da nota fiscal com serviços não realizados.

CUIDado obrASO prefeito de Lajeado Schmidt do PT, na quinta feira  pronuncio se  a respeito do episódio dos serviços não realizados constantes em uma nota fiscal de pavimentação de ruas do financiamento do PAC.

Por voltas das 9:00 horas no programa do radialista Fabiano na  rádio Independente, o prefeito citou varias vez  o  Tribunal de Conta do Estado, segundo o prefeito o   TCE não viu nada demais nas planinhas orçamentárias, e que os serviços não realizados serão compensados no fim do contrato com metragens a mais de pavimentação. Eu tenho a certeza que foi esta a determinação do TCE, mas o prefeito tentou se desfazer desta enrasca, dando uma outra conotação as reuniões em que tentaram convencer  integrantes do governo  a encaminhar   liberação de   nota fiscal para pagamento contendo valores de serviços não realizados.

A conotação  de um determinado  assunto, depende de quem as descreve, vejamos;

Um cidadão puxa um revolver, e mata um cachorro que atacava uma criança Americana.

Um repórter Americano pede seu nome, segundo o jornalista, o episódio vai virar assunto na primeira  pagina do seu jornal, com a  manchete “ um herói  Nova – Iorquino  mata cachorro que estava atacando  uma criança”.

O cidadão diz ao repórter não ser Nova-Iorquino

O repórter responde não tem problema vou colocar na manchete “herói Americano mata cachorro que estava atacando uma criança”

O Cidadão respondeu não ser cidadão  Americano e sim Árabe.

O repórter não falou mais nada e foi embora.

No outro dia estava estampado na capa do jornal “Terrorista Árabe mata cachorro de raça na frente de uma criança Americana”

Voltando ao caso do edital de pavimentação do asfalto, vejamos;

O edital de licitação dos serviços de pavimentação teve seu orçamento alterado por 4 vezes, sendo três através de suspensão da abertura do edital.

No primeiro projeto as planilhas de orçamento foram realizadas pelos engenheiros da secretaria de planejamento de Lajeado, isto na época da prefeita Carmem.

O prefeito Schmidt e o seu secretário de governo, colocaram o primeiro projeto no “lixo” e  contratam sem licitação uma empresa da cidade de Estrela pelo valor de R$ 150 mil,  para realizar um novo projeto de orçamento, aonde os preços foram majorados e os quantitativos foram super dimensionados.

Já em fase de licitação o edital foi publicado três vez e suspensos, porque  havia disputa  entre as empresas, com isto o  preço da obra ficaria  abaixo da planilha de  orçamento do  município  anexada ao edital de  licitação.

Na quarta publicação do edital de licitação, foi formado um consórcio das empreiteiras, desta vez não houve anulação do edital, e o preço ficou acima do valor orçado pelo município no edital.

A empreiteira deu inicio aos serviços e emitiu uma nota fiscal com o valor de R$ 300 mil, a nota foi devolvida pelo secretário de obras, para correção.

A empresa emitiu  uma nova nota fiscal com o valor corrigido de R$ 250 retirando os valores do serviços não realizado.

Após realizar uma segunda etapa  da pavimentação, foi  emitida uma nova nota fiscal contra o município de Lajeado, no valor  de R$ 1 milhão, novamente o secretário de obras devolveu a nota fiscal para a empreiteira, com a intenção  de que a empreiteira  retirasse os valores contidos na nota fiscal que não chegaram a ser realizados.

A empreiteira não gostou da atitude do secretário de obras e paralisou as obras.

O prefeito convocou uma reunião no seu gabinete com o dono da empreiteira, secretário de Obras, engenheiro e com o fiscal da obras, a reunião tinha objetivo de convencer o secretário, engenheiro e fiscal a assinarem a liberação da nota para pagamento contendo  valores de serviços não realizados.

Uma segunda reunião foi realizada na seda da Caixa Federal em Novo Hamburgo, com três funcionários da Caixa, o prefeito, secretário de obras e o empresário, com o mesmo objetivo da reunião anterior, a liberação do pagamento da Nota Fiscal.

Mas os argumentos das duas reuniões não convenceram o secretário de obras, que se negou a assinar a nota fiscal e acabou dando entrevista  nos meio de comunicações expondo  a ilicitude que estava sendo  armada.

O caso repercutiu, o prefeito se calou por uma semana e nesta quinta feira resolveu dar as explicações , no horário das 9:00 horas no programada do radialista Fabiano do Grupo Independente ,  programa este que poderia  ter um nova denominação, Hora das   Explicações do Prefeito Schmidt.

No programa o prefeito citou que os serviços não realizados serão compensados no fim do contrato com mais ruas asfaltadas, o financiamento é de R$ 20 milhões, o certo  e a lógica seriam, se estiver  sobrando dinheiro,  se realiza mais obras de pavimentação com o saldo.

Mais uma coisa é clara,  se o secretário de obras Adi Cerutti não tivesse se negado a assinar a nota fiscal, a historia seria outra, não haveria sobra para realizar mais pavimentações e os moradores das ruas, pagariam  valores superfaturados.

O prefeito também citou, que é a prefeitura quem vai pagar o financiamento do PAC junto a Caixa Federal, isto é a lógica, para ser mais  preciso o financiamento  será pago até o ano de 2035,   com os impostos de toda a população de Lajeado.

O que o Sr prefeito precisa explicar, é porque insistiu tanto com seus subordinados para  assinarem a liberação de uma nota fiscal contendo serviços que não foram executados.

O pior de tudo, é como explicar porque a mesma empresa que realiza a obra do PAC com valor por metro na casa dos R$ 200,00, já na obra financiada  pelo  BADESUL a mesma empreiteira  esta realizando a  por R$ 115,00 o metro, o que é  ainda pior, a colocação dos canos pluvial de 40 cm no PAC custa R$ 180,00 por metro,  já no financiamento do BADESUL a mesma empreiteira esta realizando a colocação dos canos de 40 cm por R$ 90,00 o metro.

Você deve ter ficado confuso como os detalhes desta polêmica,  mas eu explico:

Na obra do PAC foi lançado o edital de licitação quatro vezes, até a formação de um consórcio e por consequência sem disputa de preço na citação, passando  o valor  para as altura.  Já no caso do financiamento do BADESUL além da empresas do consórcio houve  a presença na licitação da empresa PAP de Lajeado, empresa que pertence ao grupo IMOJEL, e com a participação dela, houve  concorrência  de preço e o valor  cai de R$ 200 para R$ 115,00 o metro.

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